Vale tudo, mesmo tirar olhos
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Jul 13
Pirateada por João Rodrigues, às 13:47Ligação da mensagem | Bombardear

 

 

 

 

O presidente Cavaquinho tinha duas hipóteses de decisão: aceitava a remodelação do governo e este cumpria a legislatura até 2015 ou convocava eleições antecipadas. À boa maneira lusitana optou pela terceira hipótese: decidiu não decidir. Aceita eleições antecipadas após a saída da tróica em 2014 e quer um compromisso de enterro nacional suportado pelos partidos que assinaram o memorando com a tróica. Se for necessário, ele escolherá uma pessoa de "prestígio" para tentar o entendimento entre as agremiações políticas.


Parece-me que esta "decisão" devia ter sido tomada em 2011, quando o Pêéssedê ganhou as eleições legislativas. Estamos com dois anos de programa de ajustamento cumprido, falta o terceiro ano para terminar e o presidente "lembra-se" que os três partidos que assassinaram o memorando com o triunvirato deviam suportar um governo. Está dois anos atrasado. Boa, Sr. Presidente.


Segundo o Cavaquinho, esta sua "decisão" garante a estabilidade governativa, porque a remodelação do executivo acordada entre o Láparo e o Janelas não o assegurava.


Na semana passada, quando se iniciou a crise, o Cavaquinho declarava que o governo só cai, ou não, no parlamento. Esta semana, o presidente decide o momento em que o executivo cai (a partir de Junho de 2014) e se aceita a remodelação do governo. O Sr. Cavaquinho ainda pensa que é primeiro-ministro.


O Cavaquinho convocou o conselho de estado para discutir o designado pós-tróica. Nesta semana de crise política, não o faz e promove audiências com os partidos representados no parlamento e a tralha institucional - tem as prioridades invertidas.


Quanto ao enterro nacional, há vários nomes falados para 1.º num executivo desse género e que tão bons resultados deram na Itália. Um deles é o Penedo da Silva porque faz "pontes" com as centrais sindicais e parceiros sociais. Outros referem o Rui do Rio (segundo consta, por ser cavaquista e austero no bom sentido). Há quem fale no Carlinhos Banco Costa por ter "ligações" ao Banco Central Europeu, por exemplo. Pelos nomes falados e respectivas "pontes" e "ligações", estão escolhidos os nomes para ministro do desemprego, 1.º ministro e ministro do défice.


Vamos longe, com "decisões" destas.


No meio desta confusão, o Alvarinho continua ministro (ele que era o único governante remodelável ainda antes de ter tomado posse e que se mantém firme e hirto no cargo) e o Janelas é ministro dos negócios com a estranja demissionário.

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