Vale tudo, mesmo tirar olhos
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Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 12:02Ligação da mensagem | Bombardear

O Inseguro Tózé pediu uma maioria absoluta nas próximas legislativas. Como isso não é suficiente para governar, quer fazer coligações de governo e acordos de incidência parlamentar. Se é para fazer coligações com outros partidos, a maioria absoluta não é necessária, penso eu de que.

 

Explicou o porquê desta ideia: devido ao estado de emergência do país. Acrescentou que a ideia era uma defesa do consenso para um novo rumo que tinha de ser feito através de uma nova cultura do exercício governativo. Gosto da uilização do verbo no passado - era e tinha. Isso significa que já não é e já não tem. Ou então o jornalista enganou-se a escrever.

 

Para enterrar mais o país, é preciso dividir as culpas. Assim, vamos ao fundo, vamos todos juntos e a culpa é de todos. A razão do insólito pedido de maioria absoluta mais coligação de governo pode ser outra: queremos tachos, mas sendo bonzinhos, não os queremos apenas para nós e daremos alguns aos outros.


27
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 14:01Ligação da mensagem | Bombardear

Pensava eu (na minha ingenuidade) que o erro do Cavaquinho, no discurso do 25 de Abril, tinha sido gramatical e o Inseguro Tózé vem abalar essa convicção. O Inseguro fez um discurso no congresso do Pêésse e tirou todas as dúvidas. A receita levantada na farmácia não deixa dúvidas sobre os erros do presidente e as opções que existem.

 

O erro do presidente foi negar a esperança e o caminho alternativo para sair da crise. Podia ser o caminho marítimo para a Índia, mas o Vasquinho realizou esse feito há algum tempo. À América chegou o Colombinho. Outra opção fechada. Sair de uma via de terra batida e entrar num caminho de cabras não é uma grande melhoria (os abanões aumentariam).

 

Declarou que houve um erro ao negar o desenvolvimento e modernidade - uma dívida pública de 127% do PIB devia ter-nos tirado da pobreza e posto a caminho do desenvolvimento e da modernidade, com esse fantástico crescimento médio do PIB de 0,7% por ano nos últimos dez anos. Como não foi suficiente, o Tózé quer mais.

 

Acrescentou que o Cavaquinho errou ao se resignar, em vez de fazer um apelo ao melhor das energias de todos. Para termos mais energia é necessário comer chocolates. Mas isso engorda e haverá uma despesa maior para o Serviço Nacional de Doença, que não tem mais pilim para gastar. Os portugueses têm de ser responsáveis e ter comportamentos alimentares consentâneos com esse desiderato. Este factor não foi devidamente ponderado pelo Tózé.

 

A instalação de torres eólicas em cada português seria uma boa forma de arranjar energia com poucos custos. Outra solução seria a do Toni Silva a pedir energia ao publicozinho.

 

Referiu ainda uma receita de asfixia. Não me sinto asfixiado, mas para tirar as dúvidas, estive a olhar ao espelho e não vi nada no pescoço. Mas como sou vesgo, posso estar enganado, porque o Inseguro é que sabe.


26
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 15:03Ligação da mensagem | Bombardear

O governo continua atraído pelos conselhos de ministros extraordinários. Na 3.ª feira os cortes na despesa do estado estarão em cima da mesa. Pensando melhor, devem estar debaixo da secretária ou dentro de uma gaveta, porque cortar nos gastos do estado para baixar impostos é coisa que não se veja no horizonte.

 

A culpa deve ser da palavra extraordinário - segundo o dicionário, um dos seus significados é sobrenatural e os cortes nos gastos têm uma vida bastante transcendental: surgem anúncios de que vão ser comunicados cortes. Na realidade ninguém os vê. Andam perdidos no espaço sideral.

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Pirateada por João Rodrigues, às 11:43Ligação da mensagem | Bombardear

O cozinheiro Inseguro Tózé fez um apelo a uma caldeirada feita de socialistas, progressistas, social-democratas e democrata-cristãos. Um chamamento renovado pelo Miguel Laranjas, acrescantando que o Pêésse quer fazer alianças com os empresários, com as universidades (será que inclui as futuras universidades de ciências aplicadas?), com os centro de investigação, com a sociedade mais dinâmica.

 

A moção de censura foi de uma eficácia tremenda nos seus objectivos de derrubar o governo.

 

Tudo isto resultou nas sondagens: o Pêésse desceu  8% nas intenções de voto e tem uma vantagem de 1% sobre o Pêéssedê.


24
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 11:47Ligação da mensagem | Bombardear

Estava esperançoso que o conselho de ministros de ontem ia bater o record do anterior, superando as onze horas de duração. Não aconteceu: foram sete horas de reunião, incluindo a pausa do almoço. Eu estava a fazer força para entrarem no Guinness Book como o governo do mundo com os conselhos de ministros mais longos.

 

No final, o Alvarinho Economista apresentou um documento de 80 páginas preparado ao longo de 8 meses - dá 10 páginas por mês, uma página a cada 3 dias. Uma produtividade à portuguesa. E ficamos a saber que o executivo vai continuar a retirar o estado da economia.

 

Como o Cherne decretou o fim da politica de austeridade e o governo português é o bom aluno da Europa, está a seguir essa recomendação.


23
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 13:46Ligação da mensagem | Bombardear

Todos os comentadores têm criticado a remodelação do governo feita às mijinhas. Não o façam. Passo a explicar: é uma nova forma de fazer política, um estilo singular, para marcar a diferença.

 

Estou esperançoso que vai dar-se o caso de um membro do governo tomar posse e no dia seguinte sair e ser substituído por outra pessoa. O currículo de alguns dos novos membros inibirá a escolha de outros. Se nomearem um Ervas, não terá qualificações para o cargo. A fasquia está demasiado alta. Ou não, após a escolha da Berta Açoriana.


20
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 14:06Ligação da mensagem | Bombardear

A guerra entre o Álvaro Economista e a Sãozinha das Couves continua. Esta quer manter leise regulamentos para tudo e mais alguma coisa, incluindo o tamanho das cenouras. O ministro quer diminur a burocracia. A ministra grávida podia seguir o exemplo do seu mentor Paulo Janelas que lançou o slogan simplificar, simplificar, simplificar. Mas por esta notícia a burocracia vai vencer.

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Pirateada por João Rodrigues, às 11:29Ligação da mensagem | Bombardear

Esta semana foi boa para o consenso nacional, com as reuniões entre o governo e o Pêésse e entre este e a tróica.

 

O senhor Consenso é aquele indivíduo que está sempre na boca dos comentadores. É um conceito em que todos aceitam o mesmo mas ninguém é responsável pelas decisões que toma - lá está, todos aceitaram o mesmo, não há responsáveis. Tem uma vantagem: mantém-nos num ambiente pastoso/pantanoso, sem definição nem responsáveis.

 

O governo quer chegar a consenso com o Pêésse que apresentou uma moção de censura para derrubar o governo. Faz sentido.

 

É suposto cada um deve assumir a responsabilidade das medidas que toma, independentemente do consenso. Parece que é a essência da democracia, mas também parece que não perceberam isso.

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17
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 13:40Ligação da mensagem | Bombardear
O 1.º Láparo enviou uma carta a propor uma reunião entre ele e o Inseguro Tózé. Começou hoje às 10 e meia da manhã e o presidente Cavaquinho congratula-se com o encontro. A tróica reúne-se com o Pêésse ao meio-dia e o Inseguro chegou atrasado, à boa maneira portuguesa, que é para os malvados dos credores perceberem quem manda.

Às 10 e meia da manhã é hora de pequeno-almoço atrasado. Talvez ao estilo do outro entre o Grego e o Fígado, aquando das eleições legislativas. Ao meio-dia é hora para um almoço adiantado, ainda enfastiado com o pequeno-almoço tardio. Com um pouco de sorte, teremos uma vichyssoise na ementa.

P.S.: consta que as reuniões têm o objectivo de chegar a consenso quantos aos cortes na despesa do estado. Já sabemos onde isto nos leva - ao aumento de impostos. Daí chamar-se consenso: estão todos de acordo que é necessário (e, até, preciso) cortar nos gastos do estado. Por isso, sobem-se os impostos.

10
Abr 13
Pirateada por João Rodrigues, às 13:12Ligação da mensagem | Bombardear | Ver espadeiradas (1)
O reitor Compaio da Nóvoa da Universidade de Lisboa afirma que o despacho do Rei Mago das finanças fecha o país.

No caso dele (salvo seja) fecharão os laboratórios e as cantinas. Não sabia que estas despesas não estão previstas no orçamento da instituição para este ano. Para o caso de não terem percebido, o despacho do ministro refere-se a despesas novas e aqueles gastos parecem ser despesas correntes, supostamente previstas.

Depreende-se que o país se confunde com o estado, na douta interpretação do reitor. Mas se o ministro do défice fechou o país, deve ter a chave para reabri-lo daqui a algum tempo. Tudo o que fecha tem de abrir.

Também refere que é uma medida contrária aos interesses do país. Eu faço parte do país e a medida não é contrária aos meus interesses. Uma dúvida: como sabe o douto e digníssimo reitor quais são os meus interesses? Deve ter uma bola de cristal ou ser vidente.

Hoje de manhã, o Inseguro Tózé também afirmou que o governo fechou o país. Adivinhem lá onde se inspirou o líder do Pêésse? Está difícil, não está? Como o reitor lisbonense se chama Tó, deve ter ocorrido alguma transferência por osmose entre os dois homónimos.
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