Vale tudo, mesmo tirar olhos
Pirateada por João Rodrigues, às 14:54Ligação da mensagem | Bombardear
As saudades que eu tinha da pandilha do exilado parisiense e dos seus métodos - inundam os orgãos de comunicação social com propaganda e contra-informação. Tudo tratado ao telemóvel, como bons modernaços que são, e com o chefe ao longe a comandar. É familiar, não é? Soa a estória da máfia.

As figurinhas saltaram para fora da cova onde estavam enfiadas a criticar o presidente Cavaquinho. Incluindo o Chico Assis (supostamente moderado, segundos os opinadores e os comentadores do país), que considerou existir um sector da sociedade portuguesa que o Pêésse representa que se sente ofendido com as afirmações do presidente. Afirmações aparentemente inócuas. Para um moderado não está nada mal.

Façamos contas:
a) o Banco Portuga de Negociatas foi estatizado porque representava um risco "sistémico" para a banca. Um risco não sei. Sistémico sim, porque não se pode deixar falir um banco. O Ricardo Insosso que o diga. Não é uma companhia como as outras. Veja-se o caso da Islândia - deixou insolver vários bancos e agora está com um crescimento do PIB de cerca de 3%;

b) a derrapagem das obras da Parque Escolar nunca existiu. A própria existência da empresa não é certa. Há quem considere um desígnio nacional a existência de uma empresa que fomenta obras em escolas. O estado tem meia dúzia de organismos e nenhuma entidade que pudesse lançar concursos para obras. Foi preciso criar uma firma para isso;

c) o pedido de ajuda externa não era necessário (apenas se os juros passassem os 7%, algo que nunca sucedeu durante o governo do grego).

É isto não é?

09
Mar 12
Pirateada por João Rodrigues, às 13:42Ligação da mensagem | Bombardear
A Trap vai ficar identa dos cortes salariais - o desgoverno criou um regime de excepção porque a empresa opera num ambiente de concorrência e está em processo de privatização. A Rêtêpê veio pedir o mesmo (correcção, a comissão de trabalhadores pediu).

Seguindo o raciocínio, as outras companhias estatais em vias de privatização podem pedir um regime de excepção, apesar de operarem num mercado protegido em monopólio. O primeiro organismo a divulgar o mesmo será o sindicato dos trabalhadores ou a comissão de trabalhadores (riscar o que não interessa). Após este primeiro "ataque" e vendo as reacções será a administração a solicitar uma excepção.

Perceberam onde vai levar a excepção? Acabará por se tornar a regra.

08
Mar 12
Pirateada por João Rodrigues, às 14:18Ligação da mensagem | Bombardear

A ideia inicial era remodelar os estabelecimentos de ensino, mas o estudante parisiense é um visionário e teve o lampejo de dotar as escolas de outras condições físicas. Ensinar é acessório nesta concepção: os espaços devem proporcionar condições para os alunos poderem brincar, para se sentirem em casa, para "estar" sem nada fazer.

Compraram candeeiros desenhados pelo Siza Vieira para equiparem as escolas renovadas - se fossem do Norman Foster o valor seria superior. Podia ser pior, por isso não piem. Já pensaram o que é estudar num espaço com lampadários do Siza? Influenciados pela luz diferente emanada dos lustres, as ideias que saírão das cacholas dos estudantes? Isto não tem um preço mensurável.

Outro material básico e baratucho utilizado foi o mármore, havendo quem compare as escolas remodeladas a palácios do Qatar. Lá está: ajudar os alunos a pensar não sai barato, mas o futuro está assegurado.
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07
Mar 12
Pirateada por João Rodrigues, às 14:38Ligação da mensagem | Bombardear
Mais uma brilhante ideia do não menos magnífico exilado parisiense, para "injectar" massa na economia. A "injecção" funcionou e entrou 5 vezes mais bago na economia do que o previsto inicialmente. Correcção - não entrou pasta na economia, entrou em algumas empresas de construção civil.

Parece que as obras também tinham o objectivo de dotar as escolas de projectos de arquitectura moderna. A Escola Secundária de Amora foi uma das intervencionadas e agora parece um mausoléu - o arquitecto deve ter-se inspirado no cemitério que fica ao lado.

Criaram mais uma empresa pública, para gerir este negócio, com mais uns lugarzinhos para amigos e conhecidos. Resta-nos esperar sentados pela extinção da companhia (a conta seremos nós a pagar).
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04
Mar 12
Pirateada por João Rodrigues, às 12:27Ligação da mensagem | Bombardear
A primeira guerra aberta no governo já se iniciou. De um lado da trincheira, o Álvaro Economista armado de pastéis de nata, aumentador de colesterol. Do outro, o Rei Mago Gaspar das finanças artilhado de agressões verbais provocadoras de sonolência. Escolham o vosso lado da contenda com cuidado: no término necessitarão de apoio para problemas psicossomáticos.

O objectivo - 2 mil e 500 milhões de euros do QREN. Se não fosse o pilim qual seria a piada disto? Todos os portugueses andam à procura de mais papel. É o bem de consumo mais escasso.

Parece que o Rei Mago quer usar a pasta do QREN para baixar o défice (estou eu a inventar. Ou talvez não).
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